segunda-feira, 30 de maio de 2011

É engraçado como estabeleço uma viagem (road trip) em que a companhia serei eu e eu! Só eu.
Mais engraçado é a excitação e ansiedade que isso me traz, quase como se fosse fazer uma grande viagem com a melhor e mais desafiante das companhias. Engraçado como prevejo na minha cabeça o que vou fazer, o que irei sentir, como irá ser, tal como se fosse embarcar numa grande aventura.
É engraçado saber que ainda sou uma descoberta para mim própria. É excelente saber que sou capaz de me criar alguma ansiedade e excitação. :) Afinal, sou-me boa companhia!

domingo, 29 de maio de 2011

Adoptei um novo ritual que tento cumprir todas as noites sem excepção (se bem que por vezes o sono o vem interromper). todas as noites, quando estou no meu cantinho, bem antes de adormecer fecho os olhos, tento relaxar e sorrir e começo a fazer as minhas preces ao universo.

Não lhe costumo pedir nada, tento antes agradecer e sentir deveras esse agradecimento, por todas as pequenas bençãos que o Universo me proporcionou no dia que passou. Coisas como: nenhuma catastrofe ter abalado o meu mundo; por ter o privilegio dos meus familiares amados continuarem fisicamente comigo; por todo o amor que recebi durante o dia; pela minha saúde estar boa; pela minha cidade não ter sido abalada pelo poder da Natureza; pela presença dos meus amigos ao longo do meu dia; desculpo-me por ter reagido, inconscientemente, de forma menos correcta em alguma situação; agradeço o facto de estar consciente e alerta para os pequenos prazeres e as pequenas belezas do mundo (como acordar de manhã com o cantar dos passaros e isso ser so suficiente para, naquele momento, me fazer sentir feliz), etc, etc.

A verdade é que isto me tem feito sentir bem. tem-me obrigado a estar mais consciente dos pequenos tesouros que possuo e que, na pressa do dia, posso discurar.

sábado, 28 de maio de 2011

A tranquilidade abalada

Quando tenho trabalhado tão bem a minha aura e tenho instituido uma rotina saudável e agradavel; quando acho que realmente todo esse trabalho está a surtir um bom efeito; quando já denoto diferenças em mim vem uma brisa do Universo que me traz (por sinal) boas noticias e toda a minha euforia e ansiedade regressam.

Só hoje percebi que, até hoje, aquilo que achava ser felicidade, alegria é, na realidade, ansiedade e euforia.

Já fui feliz sem sequer saber que o era e, como a ironia do destino requer e como a cegueira humana ajuda, só agora o entendo. Felicidade é quando durmo uma noite tranquila, sorrio ao acordar, tomo um delicioso e renovador banho, saio para trabalhar no que gosto, regresso cedo, corro uma hora a olhar o horizonte sempre ao som de boa música, visto bikini para terminar o dia ao Sol a secar a água dos mergulhos refrescantes.

A felicidade é isto! É esta tranquilidade suave e pacifica.

Esta ansiedade e euforia de quando se recebem boas e empolgantes noticias, não é felicidade! Não é tranquilo e nem tão pouco confortavel.

Agora coloco-me a questão: então como evito estes surtos de "falsa-felicidade" que, ainda por acrescimo, vêm destituir toda a calmaria que tanto custa a atingir??? Como começo a gerir estas noticias que têm um impacto que deveria ser positivo, mas que em simultaneo não geram felicidade mas sim "falsa-felicidade"? Como transformo este impacto de "falsa-felicidade" num impacto de "felicidade" ?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ansiedade

Depois de uma fase de tranquilidade, de boa e suave maré esta ansiedade consumista. Uma ansiedade que não morre e nem sequer desmaia.


Temo que esta ansiedade esteja intima e fortemente ligada à minha recente (não, não é dum todo assim tão recente) sentimento de "fuga-temporal" - o tempo passa, o tempo urge, o tempo escapasse de forma veloz. E quase nada vivi.


Quero viajar, quero libertar-me destas amarras sociais e reponsabilizantes. quero ser livre e viver para um local paradisiaco (ou até que deixasse de ser) por um longo periodo de tempo. Desejava usar chinelos e roupas leves despreocupadas, ocupando o dia de actividade fisicas estimulantes, preenchendo os repousos fisicos de intensa e saborosa descoberta espiritual.


Quero tanto ! mas continuo-me a dizer que "É-me dificil!". Bem sei que existem uma serie de questões burocráticas, financeiras e responsabilizantes (lá está) mas que simplesmente teria de adoptar um espirito livre e desprendido, nada mais. Mas todas as amarras que me criaram e, que permiti colaborando com passividade e consentimento, me apertam em demasia.